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Leituras de 2026: o que estou lendo e o que ainda quero ler

O ano mal começou e já tenho uma pilha crescendo. Parte delas já aberta, parte esperando vez. Resolvi registrar aqui antes que a lista cresça mais do que consigo acompanhar.

Por que zebras não têm úlcera — Robert Sapolsky

Estou no meio desse. Sapolsky explica como o estresse funciona no corpo — e por que zebras ativam o sistema de alerta, escapam do leão e voltam a pastar em vinte minutos, enquanto a gente carrega o mesmo estado por dias a partir de coisas que nem aconteceram ainda. Está sendo a leitura que mais está mudando como eu observo meu próprio dia a dia.

Outlive: A Ciência e a Arte de Viver Mais — Peter Attia

Na fila. Attia é médico especialista em longevidade e o livro é basicamente um manual para envelhecer bem — não só viver mais, mas manter saúde e função ao longo do tempo. Me interessa a parte sobre exercício e sono, que ele trata com bastante profundidade.

O Programador Pragmático — Andrew Hunt e David Thomas

Clássico que eu deveria ter lido antes. Hunt e Thomas escreveram esse livro em 1999 e ele ainda é recomendado porque os princípios — código limpo, responsabilidade, adaptação — envelheceram bem. Quero ler com calma ao longo do ano.

Tribos Morais — Joshua Greene

Greene é psicólogo em Harvard e o livro mistura neurociência, psicologia e filosofia para entender por que grupos humanos entram em conflito mesmo quando cada um acredita estar certo. O cérebro foi feito para a vida tribal — o problema é que o mundo não é mais tribal. Parece uma leitura pesada, mas necessária.

A Mente Moralista — Jonathan Haidt

Haidt argumenta que julgamentos morais não vêm da razão — vêm das emoções, e a razão aparece depois para justificar o que já sentimos. Leitura que complementa bem o Greene e que deve mudar como eu interpreto discussões políticas e religiosas.

A Vantagem Humana — Suzana Herculano-Houzel

A neurocientista brasileira explica por que temos mais neurônios no córtex cerebral do que qualquer outro animal — e como isso está ligado a uma inovação tecnológica dos nossos ancestrais: cozinhar. Um livro de ciência que parece ficção científica.

Algumas vou terminar, algumas vão ficar na metade. É assim. Se você leu alguma delas, quero saber o que achou.

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